quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Viver para os outros

Existem pessoas que vivem preocupadas com outras pessoas, sofrem pelos problemas dos outros e tentam ajudar de todo jeito, mesmo se prejudicando.


Quem não conhece aquela pessoas que quer resolver a vida dos outros, resolver os problemas dos outros e vivem disponíveis para fazer favores mesmo quando não podem?

Talvez você se pergunte: qual o problema se a pessoa quer ajudar os outros?

O problema é que essas pessoas priorizam os outros em detrimento de si mesmas. É difícil dizer como a pessoa se tornou assim, porque, vai depender de cada pessoa, da história dela, das coisas que ela viveu e como foi criada por sua família.

Podemos pensar em algumas possibilidades de explicação, como por exemplo: para algumas pessoas, o excesso de preocupação com o outro pode ser devido ao medo de não corresponder as expectativas e assim perder o amor do outro. Para algumas pessoas, o excesso de preocupação com o outro pode ser devido a culpa por estar bem e o outro não estar. 

Já para outras, além ser por essas possibilidades citadas, o excesso de preocupação com o outro pode ser devido à criação que teve, ao fato de quem criou ter esse mesmo padrão de comportamento de priorizar os outros.

Essa situação vai se tornando uma armadilha para a pessoa que é super solícita, pois, quando ela não quer mais agir da mesma forma, começam outros problemas. As pessoas que ficaram mal acostumadas com seus favores querem continuar a tê-los, continuam a pedir, se aborrecem quando não tem mais e se queixam que a pessoa está muito mudada, se distanciam ou brigam.

Mas como resolver esse enrosco?

A saída é se priorizar, começar a olhar e a satisfazer as próprias necessidades. Não significa que precisa deixar de ajudar as pessoas. Mas, se quer sair dessa situação, se não aguenta mais, é necessário começar a diminuir certas ajudas a certas pessoas.

Dessa forma, quem quer mudar essa situação pode começar a fazer o seguinte exercício: toda vez que alguém lhe pedir um favor ou se queixar de algo e você querer resolver o problema dela, se pergunte: o que eu ganho fazendo isso? O que eu perco fazendo isso? 

Coloca as respostas na balança, se você estiver perdendo muito, é sinal que está priorizando outra pessoa ao invés de priorizar você e suas necessidades. Nesse ponto, é questão de escolha. Você irá precisar escolher se faz o que a pessoa pede ou se faz o que você sente necessidade.

Eu te proponho… Que tal começar a priorizar as suas necessidades?

Cuida da sua felicidade!

Ouça o áudio que gravei sobre esse tema.


Abraço, Julini.

Julini Araujo Santos - Palestrante e Coach de felicidade

Psicóloga - UFBA  (CRP 03/06705) Whatsapp - Palestras
Sanitarista e Especialista em Saúde da Família pelo Programa de Residência Hólon/EBMSP/SESAB 
Especialista em Saúde Coletiva pelo Instituto de Saúde Coletiva - UFBA
Gestalt-terapêuta pelo Instituto de Gestalt-terapia da Bahia - IGTBa


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