terça-feira, 12 de junho de 2018

Voce fala sozinha/sozinho?

Todo mundo tem uma voz ou mais vozes dentro da própria cabeça, que fala ou falam o tempo todo. Na maioria das vezes, com a maioria das pessoas, essas vozes falam coisas ruins e negativas sobre a própria pessoa. 




Essas vozes brigam, xingam, repreendem, julgam… É o que em psicologia chamamos de diálogo interno, uma espécie de comportamento encoberto no qual só a pessoa sabe que ele está acontecendo.

As vozes internas não acontecem do nada, elas são fruto no nosso processo de socialização na convivência com as pessoas, desde que somos crianças e são introjeções/interiozações das vozes dessas pessoas com quem convivíamos. Quem nunca ouviu: menino, deixa de ser burro… menina, deixa de ser desajeitada! e por ai vai...



Nessas situações, em um processo de colocar para dentro de nós, na nossa memória inconsciente, essas vozes foram ficando guardadas, adormecidas, até algo acontecer e elas começarem a dar a opinião delas.

Nossas vozes internas podem nos ajudar a entender o que se passa conosco, a refletirmos sobre nós e sobre a vida. Mas, o problema começa quando essas vozes se voltam contra nós, quando isso acontece, elas colocam a pessoa para baixo frequentemente desenvolvendo ou alimentando uma baixa auto estima.



É importante você entender que essas vozes é você, você aprendeu a se criticar e a se desmerecer com a forma que algumas pessoas, em alguns momentos de sua vida lhe desmereceram com determinadas palavras, determinados rótulos e agora é o que você sabe fazer com você. Mas, saiba que está tudo bem, você não sabia, agora já sabe!

Outra coisa que é importante que você entenda, é que, essas vozes internalizadas que ouvimos em pensamento diferem das vozes que pessoas com transtornos mentais ouvem. No caso de transtorno, para a pessoa, ela ouve de fato as vozes.


Para reparar o prejuízo que essas vozes internas negativas provocam em sua auto estima, em sua vida, você irá precisar mudar seu diálogo interno.

É preciso falar o contrário do que as vozes falam e às vezes falar com as vozes e dizer: "Você estão equivocadas, eu não isso que vocês falam", "Agradeço, vocês serviram até aqui, mas que agora eu não precisa mais de vocês".

Dessa forma, você fala com você, com sua parte inconsciente que concorda com todos aqueles rótulos que você recebeu quando era criança e que na realidade nunca tiveram de fato a ver com como você é de verdade. 



Mas, que em um processo de introjeção você colocou para dentro esses conceitos equivocados sobre si mesma/mesmo, só que são dos outros, que nesse caso, em um processo de projeção colocaram em você o que eles tinham dentro deles ou o que sentiam ou como se viam através de você.

Tem uma frase que gosto muito que diz assim:


O outro é meu espelho.

E é bem assim, não nascemos sabendo quem somos nem como somos de verdade, e é na convivência com os outros que em um processo de espelhamento nos vemos nos outros, ou nos vemos como aprendemos com outros o que somos… 

Pode parecer confuso, mas se você prestar atenção, vai perceber que você carrega um monte de coisas que não são suas, que não tem a ver com você, são conceitos, rótulos, jeitos de ser que alguém disse para você que você era assim. 

Na maioria dos casos, as pessoas não fazem isso por maldade, apenas repetem o que fizeram com elas, mas, agora você já sabe e pode experimentar fazer diferente, afinal, você não precisa repetir isso, nem com você nem com o outros.



Que tal a partir de agora experimentar mudar a forma como você fala com você mesma/mesmo? 


Desenvolver diálogos internos positivos sobre você é construir felicidade.


Você merece! Experimenta! Me conta como foi, eu vou gostar de saber!

Abraço, Julini.

Julini Araujo Santos - Palestrante e Coach de felicidade

Psicóloga - UFBA  (CRP 03/06705) Whatsapp - Palestras
Sanitarista e Especialista em Saúde da Família pelo Programa de Residência Hólon/EBMSP/SESAB 
Especialista em Saúde Coletiva pelo Instituto de Saúde Coletiva - UFBA
Gestalt-terapêuta pelo Instituto de Gestalt-terapia da Bahia - IGTBa


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